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Verão 2026 no Brasil: Onde o Calor Vai Pegar Fogo e a Chuva Vai Faltar ou Sobrar

Verão 2026: Calor Intenso e Chuvas Irregulares Definem a Estação no Brasil

O verão de 2026 chegou com sinais claros de que será uma estação de contrastes em todo o Brasil. As primeiras semanas já indicam um aumento significativo do calor, enquanto a distribuição das chuvas se mostra bastante desigual, prometendo desafios e alívios em diferentes regiões do país.

Este cenário de irregularidade é resultado da combinação de episódios frequentes de calor intenso, especialmente no início da estação, com chuvas que se apresentarão de forma desordenada, com excessos em alguns pontos e escassez em outros, como partes do Sudeste e Nordeste.

A estação, que se estende até 20 de março de 2026, tende a intensificar os extremos climáticos típicos. Dias mais longos, maior incidência solar e o consequente aquecimento do ar criam as condições ideais tanto para ondas de calor quanto para temporais pontuais, com riscos de ventos fortes, granizo e raios. Contudo, a falta de homogeneidade na ocorrência desses eventos é o detalhe que mais impactará cada região.

Sul: Chuvas Acima da Média, Mas Calor Persistente

Os estados da região Sul devem registrar chuvas acima da média durante o verão. O destaque vai para o sudeste e sudoeste do Rio Grande do Sul, onde os acumulados podem superar o padrão histórico em até 50 mm no trimestre. Apesar do prognóstico de mais chuva, o calor não dará trégua, com temperaturas previstas para ficarem acima da média na maior parte do período, especialmente no oeste gaúcho, com desvios de até 1 °C.

Sudeste: Calor Intenso e Chuva Abaixo do Esperado

A região Sudeste se configura como uma das mais afetadas pela irregularidade climática. A previsão aponta para chuvas abaixo da média em praticamente toda a área, com déficits que podem atingir até 100 mm no trimestre. Minas Gerais concentra parte dessa escassez, principalmente no centro do estado, Zona da Mata, Vale do Rio Doce e Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Paralelamente, o calor deve se intensificar, com temperaturas até 1 °C acima da média, sobretudo nas primeiras semanas do verão. Esse aumento de calor, combinado com a falta de chuva, pode gerar preocupação em diversas áreas da região.

Centro-Oeste: Chuva Próxima da Média, Com Exceções e Calor Geralizado

No Centro-Oeste, a chuva tende a se manter próxima da média na maior parte da região. Uma exceção notável é o oeste do Mato Grosso, onde os volumes de chuva devem ultrapassar o padrão histórico. Em Goiás, o cenário é inverso, com predominância de chuva abaixo da média. Em comum, quase todo o Centro-Oeste deverá enfrentar temperaturas mais altas, com desvios que podem chegar a 1 °C acima da climatologia nos próximos meses.

Nordeste: Seca em Algumas Áreas, Chuva em Outras

O verão no Nordeste começa com um cenário mais seco em grande parte da região. Bahia, centro-sul do Piauí e áreas amplas de Sergipe, Alagoas e Pernambuco devem registrar volumes de chuva até 100 mm abaixo da média do trimestre. Em contraste, o centro-norte do Maranhão, o norte do Piauí e o noroeste do Ceará escapam desse padrão, podendo ter chuva próxima ou até acima do normal, evidenciando a fragmentação do regime de chuvas dentro da própria região.

Norte: Calor e Chuva Acima da Média na Maior Parte

A região Norte entra no verão com chuvas acima da média na maioria dos estados, acompanhadas de temperaturas mais altas que o normal. Amazonas, Acre, Rondônia e o centro-sul do Pará devem sentir esse calor extra, com desvios de até 0,5 °C acima da média histórica. As exceções ficam no sudeste do Pará e no Tocantins, onde a chuva pode ficar abaixo do esperado. No extremo norte, como Amapá e Roraima, a temperatura tende a ficar mais próxima do padrão climatológico.

Essas previsões, divulgadas com base em informações da Agência Brasil e Climatempo, indicam um verão que exigirá atenção e adaptação dos brasileiros às condições climáticas diversas e, por vezes, extremas.

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