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CEO do Google DeepMind alerta para riscos sérios da IA e pede cooperação global urgente

CEO do Google DeepMind alerta para riscos sérios da IA e pede cooperação global urgente

O avanço acelerado da inteligência artificial (IA) tem sido motivo de admiração e, ao mesmo tempo, de preocupação. Demis Hassabis, cofundador e CEO do Google DeepMind, um dos principais laboratórios de IA do mundo, expressou recentemente um alerta sobre os perigos iminentes que essa tecnologia representa.

Em entrevista à Bloomberg Television, durante a Cúpula de Impacto da Inteligência Artificial 2026 em Nova Déli, Índia, Hassabis enfatizou que as ameaças significativas da IA não podem ser ignoradas pelas nações e pela sociedade.

O executivo dividiu os riscos em duas frentes principais, detalhando as preocupações que motivam seu apelo por ações globais. A primeira se refere ao potencial uso indevido de ferramentas de IA, enquanto a segunda aborda a autonomia crescente dos próprios sistemas de inteligência artificial.

Riscos do mau uso e da autonomia da IA

Hassabis explicou que tecnologias desenvolvidas com o intuito de beneficiar a sociedade podem ser facilmente adaptadas por indivíduos ou grupos mal-intencionados. Essa reapropriação, segundo o CEO, pode gerar impactos negativos de grande escala, transformando ferramentas de progresso em instrumentos de dano.

A segunda categoria de risco, mais intrínseca aos sistemas de IA, reside em sua crescente autonomia. Quanto mais independentes e capazes esses sistemas se tornam, maior é o potencial para que apresentem resultados inesperados. O CEO do Google DeepMind destacou que modelos com características de “agentes”, capazes de tomar decisões e executar tarefas com pouca intervenção humana, ampliam a utilidade, mas também elevam os perigos.

Desafios para as instituições globais

Uma das maiores preocupações de Hassabis é a capacidade das instituições atuais de lidar com os desafios futuros impostos pela inteligência artificial. Ele ressaltou que a natureza digital e transfronteiriça da IA faz com que seus efeitos ultrapassem limites nacionais, alcançando usuários em todo o mundo.

Essa característica exige uma abordagem coordenada e internacional. A IA não conhece fronteiras, e seus impactos, sejam positivos ou negativos, são sentidos globalmente, demandando uma resposta igualmente global.

Apelo por cooperação internacional em IA

Diante desse cenário, Demis Hassabis defendeu veementemente a importância de fóruns internacionais dedicados à discussão e regulamentação da IA. Ele citou exemplos como as cúpulas de IA já realizadas no Reino Unido, na França e na Coreia do Sul, consideradas fundamentais para aproximar governos, especialistas e empresas de tecnologia.

Hassabis enfatizou a necessidade de cooperação internacional, afirmando que “é necessário algum nível de cooperação internacional, ou pelo menos a definição de padrões mínimos para a implementação dessas tecnologias”. Essa colaboração é vista como essencial para estabelecer diretrizes claras e garantir um desenvolvimento responsável da inteligência artificial.

As declarações de Hassabis, divulgadas pela jornalista Vitória Lopes Gomez, reforçam a urgência de um diálogo global sobre o futuro da inteligência artificial e a necessidade de medidas proativas para mitigar seus riscos.

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